Mise en Place: o planejamento que resulta em um bom empratado

O termo Mise en Place  cuja pronúncia é meez-ahn-plahss  – é um termo culinário francês que significa  “colocar em ordem”. E o que o Mise en Place tem a ver com a cozinha industrial de um restaurante?

Porque o Mise em Place é importante em restaurantes

Imagine que você está na maior correria, preparando um prato, e descobre que esqueceu de cortar a cebola, ou então, não ligou o forno para pré-aquecimento – condição essencial para a receita ficar no ponto certo. Claro que esses dois deslizes que, aparentemente são pequenos, têm proporções diferentes quando se está cozinhando em casa ou quando se trata do preparo de alimentos em um restaurante. Mas, o fato é que eles atrapalharão o preparo do prato e, por isso, eles ajudam a mostrar a importância desse conceito para uma cozinha industrial. Para que o cardápio saia do papel e vá para a mesa do cliente com toda a qualidade que ele espera encontrar em seu estabelecimento, é necessários cuidados. Em um restaurante, Mise en Place  compreende todas as ações voltadas a tornar o serviço o mais eficiente possível. Envolve:

  • O preparo de toda a equipe da cozinha (higiene, roupas, etc.);
  • Os cuidados com os utensílios, ferramentas e outros equipamentos que serão usados no período de trabalho;
  • A manutenção da organização e limpeza de todos os itens, incluindo guardar cada material no devido lugar e limpo;
  • Cortar e aparar carnes;
  • Lavar e cortar legumes;
  • Separar os ingredientes que serão utilizados.

Adotar o Mise en Place evita perda de ingredientes, atrasos na elaboração dos pratos e minimiza a possibilidade de erros na cozinha – além de impedir que a equipe fique correndo de um lado para outro em busca de produtos e materiais que não foram devidamente organizados. O Mise en Place, na verdade, colabora para que o cardápio seja valorizado e devidamente executado por qualquer pessoa ou equipe que estiver pilotando o fogão. Por ter um papel estratégico dentro da estrutura do restaurante, alguns restaurantes optam por contratar uma pessoa para se encarregar das seguintes tarefas:

  1. Ler toda a ficha técnica da receita e garantir que todos os ingredientes, equipamentos e utensílios necessários estão disponíveis;
  2. Separar os ingredientes exigidos pela receita, já considerando as quantidades necessárias;
  3. Promover o ajuste dos equipamentos, conforme indicação da receita (como, por exemplo, pré-aquecer o forno deixando-o na temperatura indicada);
  4. Verificar a higiene de todos utensílios – panelas, colheres, facas, entre outros -,  colocando-os sobre a bancada do cozinheiro, que só terá o trabalho de pegar o material;
  5. Pré-preparar os ingredientes, isto é, descongelar, descascar, higienizar, picar, fatiar ou ralar os alimentos – tudo deve estar conforme é indicado na receita;
  6. Dispor os ingredientes ao alcance do cozinheiro, seguindo a ordem de utilização para execução do prato;
  1. Higienizar, guardar e tomar as demais providências para que todos os itens estejam prontos para uso novamente.

A decisão de contratar alguém só para essa tarefa, obviamente, está diretamente ligada à movimentação do restaurante. Em estabelecimentos com menor movimento, o próprio cozinheiro poderá cuidar do Mise en Place.

Empratado requer maiores cuidados com a organização

Restaurantes que oferecem o serviço Empratado, em especial, precisam de uma boa organização – e o Mise em Place pode ajudar! Isso porque, além de ser mais formal e sofisticado, o Empratado exige que os pratos sejam servidos já montados aos clientes. Além de uma boa apresentação, é preciso agilidade na elaboração dos pratos, já que todas as pessoas precisam ser atendidas ao mesmo tempo. É muito desagradável quando um grupo chega a um restaurante, faz seu pedido, e o prato de uma das pessoas sofre atraso – nesses casos, ou todos esperam (e comem o alimento frio) ou a pessoa assiste aos demais saboreando seu pedido, enquanto aguarda que chegue o seu! Nesse cenário, o Mise en Place ajuda a tornar a rotina mais prática, oferecendo a rapidez e qualidade que o atendimento precisa oferecer aos clientes. E, principalmente, garantindo que o cardápio se materialize na mesa, encantando a todos com seu sabor.

Fonte: i9Menu

Bares vão levar 3 anos para superar pandemia

Em reportagem do Diário da Região, o presidente do SinHoRes Osasco – Alphaville e Região, Edson Pinto, fala sobre a projeção para recuperação do setor de bares, restaurantes e similares, além do trabalho do SinHoRes e da ALIANÇA Empresarial para reivindicar aos prefeitos das cidades da região medidas mais efetivas de retomada para os empresários.

Confira na íntegra!

A pandemia do novo coronavírus, decretada no final de março do ano passado, ainda terá reflexo a longo prazo para estabelecimentos como restaurantes, bares e similares. Esses locais chegaram a ficar até quatro meses fechados por determinação do governo estadual para evitar a proliferação da doença. Segundo Edson Pinto, presidente do SinHoRes, a projeção é de que os comércios levem 3 anos para voltar aos níveis de 2019. “Os estabelecimentos tiveram perdas de até 90% do faturamento. Além disso, cerca de 30% das empresas fecharam definitivamente em decorrência da pandemia”, afirmou ao Diário.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a queda nos números de casos e mortes pela doença a perspectiva é de que não haja mais retrocesso nas medidas de restrições. No final de julho o governador João Doria anunciou a ampliação da capacidade de público presencial e horário de funcionamento de comércios e serviços não essenciais. Com isso os estabelecimentos foram autorizados a funcionar entre 6h e 0h, com ocupação presencial de até 80% da capacidade. As medidas começaram a valer no início deste mês e seguem até segunda-feira (16). O uso obrigatório de máscara em ambientes de acesso público, distanciamento mínimo de um metro e respeito a protocolos de higiene seguem mantidos.

Para apoiar o setor o presidente do SinHoRes tem se reunido com líderes da região para reivindicar medidas mais efetivas de retomada para os empresários. No início deste mês, Edson Pinto se reuniu com o secretário executivo do Cioeste, Jorge Lapas, para apresentar um ofício que contempla uma série de sugestões para a retomada econômica de hotéis, restaurantes, bares e similares. No documento, o SinHoRes sugeriu que as prefeituras autorizem a concessão dos Termos de Permissão de Uso para ocupação de mesas, cadeiras e toldos nos passeios públicos por bares, confeitarias, restaurantes, lanchonetes etc.

Fonte: Webdiario