Governo Federal Estuda Medidas para Atender Bares e Restaurantes

O presidente da República, Jair Bolsonaro, informou que o governo deve iniciar nos próximos dias estudos para atender o setor de bares e restaurantes, afetado por políticas de restrição do funcionamento do comércio adotadas por governos locais por conta da pandemia da covid-19.

Estão na pauta a prorrogação da carência para pagar empréstimos no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), ajuda para empresas em relação ao Simples Nacional, regime de tributação especial, e a mais relevante a prorrogação da suspensão dos contratos de trabalho e redução de salário com redução de jornada.

Na ocasião, o presidente criticou as políticas de restrição de horário para o funcionamento do comércio adotadas pelo governo de São Paulo e pela prefeitura de Belo Horizonte (MG). “Tem um Estado que ao fechar tudo a partir das 20h e sábado e domingo, também, atinge diretamente atinge o coração de garçons, donos de bares e de eventos, bem como o mesmo problema está acontecendo na capital BH (Belo Horizonte)”, comentou.

O Presidente do SinHoRes, Edson Pinto, entende que essas medidas de ajuda do Governo Federal, devem ser autorizadas com urgência, já que o Governo Paulista ampliou as restrições sobre o setor sem nenhum tipo de contrapartida financeira. “As empresas estão quebradas, bancando 100% da folha de pagamento, pagando empréstimos, aluguéis atrasados e o movimento caiu 60%. O cenário no setor que mais gera empregos no estado de São Paulo é dramático”, completou.

Com informações – Uol

Tendências 2021 no Setor de Restaurantes e Delivery

O ano de 2020 foi diferente de tudo aquilo que o setor de food service vivenciou em toda sua história. Em decorrência das incertezas que permearam praticamente todo o ano, as projeções de tendências 2021 no setor de restaurantes e delivery de comida mudam o foco.

Ao invés de novos ingredientes ou formas sofisticadas de consumo, os olhares se voltam para as mudanças macro do setor. Assim, o cenário para 2021 vem se desenhando, com as seguintes tendências:

Qualidade com menos estrelas

Muitos chefs famosos e estrelados fecharam suas portas e outros, para manter as operações, estão mudando suas estratégias.

Desta forma, espera-se uma menor oferta de pratos sofisticados e de alta gastronomia. Em seu lugar, entram opções de “comfort food” de primeira linha.

Essa tendência é bastante interessante, o que vai viabilizar uma variedade de pratos de alta qualidade. Pense no “melhor churrasco possível, ou o “melhor hambúrguer gourmet“.

Interação social reduzida

Grande parte das regras impostas durante o distanciamento social permanecerá. Isto por que, novos hábitos foram criados. O medo de contágio não vai ser esquecido de pronto. Independente de COVID-19, é certo que as pessoas estarão mais cautelosas e exigentes quanto aos protocolos de segurança em bares e restaurantes.

O setor também deve estar atento não só para o momento imediatamente pós-pandemia, como também, olhar à frente. Isto quer dizer que, garantir a segurança alimentar e um ambiente nitidamente limpo e seguro será essencial para manter e conquistar os clientes.

Delivery consolidado

O delivery de comida se consolidou como a principal ferramenta para que bares e restaurantes sobrevivessem a tempos difíceis.

Do ponto de vista dos consumidores, o delivery foi o instrumento que aproximou o restaurante de seus clientes. Foi através do delivery que as pessoas puderam ter acesso aos pratos de seu estabelecimento preferido.

Em 2021 as expectativas é que o delivery não perca sua importância. O que era um diferencial, se tornou uma necessidade. Assim, bares e restaurantes devem considerar a consolidação de suas operações de entrega de forma a oferecer a melhor experiência ao cliente.

Dark Kitchen

A tendência da “dark kitchen” também é algo bem desenhado para o ano que vem. A necessidade de atender o cliente de entrega com eficiência e a mudança de comportamento que vem ocorrendo mundialmente, faz com que ela tenha muito espaço para crescer em 2021.

Também conhecida como ghost Kitchen ou cloud Kitchen, esses lugares têm muitas vantagens sobre os restaurantes tradicionais. Entre as vantagens, destacamos que são mais baratos e fáceis de configurar e requerem menos despesas gerais.

Com o número trágico de restaurantes independentes que fecharam as portas como resultado da pandemia COVID-19, há todas as chances de muitos deles reabrirem como Dark Kitchen esse ano.

Experiência digital

Depois de meses comprando no mercado online, e fazendo pedidos de comida delivery, consumidores que voltam a comer fora estão ansiosos para navegar por sua experiência usando seus dispositivos pessoais – de reservas de mesa para QR Code menu, fazer pedidos e até mesmo pagar online.

A tendência é tornar todo o processo sem contato, para que os consumidores se sintam seguros e desfrutem de uma experiência descomplicada.

Mesmo com o advento das vacinas, a tecnologia é algo que não se pode abrir mão. Toda a inovação implantada será muito bem vinda garantindo eficiência ao negócio.

O COVID-19 forçou algumas mudanças drásticas e adaptações na indústria de restaurantes e que serão tendências 2021 no setor de restaurantes e delivery e possivelmente muito além.

O ano 2020 nos mostrou que com adaptação e inovação é possível o setor se manter resistente mesmo durante uma pandemia. As pessoas precisam comer e a maioria não quer comer comida de casa o tempo todo. As pessoas valorizam comer fora, afinal de contas, é tudo sobre a comida e a experiência.

Que nesse 2021 a resiliência se mostre forte o bastante e que novos cenários e tendências surjam para garantir um ano próspero para todo o setor de food service.

FONTE – Scuadra

SinHoRes diz que Impacto Social e Econômico do Fechamento à Noite e Finais de Semana será Devastador

O SinHoRes Osasco – Alphaville e Região (Sindicato Empresarial de Hotéis, Restaurantes e Bares), entidade Sindical Empresarial, que reúne cerca de 20 mil hotéis, restaurantes, bares, buffets, padarias e similares, e emprega cerca de 50.000 pessoas (setor que mais gera empregos na região) alerta que o impacto social (causado pelas demissões) e econômico (fechamento de empresas), devido ao fechamento de Bares e proibição de abrir a noite e aos finais de semana será devastador.

Segundo o Presidente da entidade, Edson Pinto, o setor é o que foi mais prejudicado durante 2020. “Nós só não demitimos mais, porque tivemos ajuda do Governo Federal para a folha de pagamento, mas essa ajuda acabou. É um absurdo o governo determinar novo fechamento, sem nenhum tipo de contrapartida financeira às empresas, que estão quebradas”.

O sindicato, que atua nos municípios de Osasco, Barueri, Santana de Parnaíba, Carapicuíba, Cajamar, Itapevi, Jandira e Pirapora do Bom Jesus, compreende que as medidas foram adotadas para evitar o aumento dos casos de covid 19, porém também entende que não pode novamente ser penalizado por grupos ou pessoas que se aglomeraram em praias, shows e festas clandestinas no final do ano.

Desde o início do isolamento, o setor vem seguindo todos os protocolos higiênico-sanitários e de distanciamento. Editou cartilhas, e-books e promove campanhas em suas redes sociais de respeito aos protocolos.

Certamente a categoria não é a responsável pelas aglomerações que são realizadas por pessoas ou empresas que não são associadas da entidade. Já alguns bares e casas noturnas que não respeitam as normas, devem ser objeto de fiscalização, e constituem casos isolados de desrespeito, e assim devem ser tratados.

Para o presidente do SinHores, Edson Pinto, não se pode generalizar e responsabilizar toda uma categoria legalista, heterogênea e grande geradora de empregos da mesma forma. “Pagamos nossos impostos e geramos muitos empregos, além disso, 99,9% do setor cumprem à risca, desde março de 2020, todos os procedimentos de combate à Covid-19”.

Nas redes sociais, o SinhoRes promoverá durante toda a semana, a campanha #NãoNosConfundam, que reúne uma série de 3 vídeos, que explicam como o setor de bares, restaurantes e similares, que buscaram até aqui cumprir as recomendações, protocolos e normas e agora têm de fechar as portas, em contraponto dos eventos e locais clandestinos que continuam aglomerando pessoas sem medir consequências.

Assista: