Presidente Edson Pinto entrega protocolos sanitários e propostas de reabertura ao Governo de São Paulo

O presidente do SinHoRes Osasco – Alphaville e Região, Edson Pinto, representando a FHORESP (Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo), entidade sindical patronal que reúne 24 SinHoRes, em que é vice-presidente de Comunicação Social e Relações Governamentais, e as principais entidades representantes de bares, restaurantes, padarias e similares, tanto do setor empresarial quanto dos trabalhadores, entregaram ofício ao secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Vinicius Lummertz, em que apresentaram argumentação técnica solicitando a reclassificação do setor na Fase 2 – Laranja e a flexibilização das restrições em relação ao Plano São Paulo.

Para a reabertura imediata do setor, ainda na Fase 2 (Laranja), as entidades sugerem a restrição ao horário de funcionamento inicial ao período diurno e apenas com serviço de refeições em mesas, sem balcão; disposição das mesas com 1.5m de distância e cadeiras a 1m, reduzindo assim em 50% ou mais a capacidade; eliminação da restrição “ao ar livre”, liberando áreas internas e externas; recomendação estatal para as empresas liberarem os trabalhadores dos demais setores para almoço em três turnos para evitar aglomerações. Já na Fase 3 (Amarela), em acréscimo, restaurantes abririam no período noturno e com 60% da capacidade.

Para a retomada consciente, o setor utiliza o Protocolo Setorial e Intersetorial do Plano São Paulo, protocolos específicos elaborados pelas entidades signatárias (e-books nos sites das entidades), e em especial, a legislação sanitária federal da ANVISA, constante das Normas Regulamentadoras (NRs), bem como Normas Técnicas (NTs) mais recentes para a Covid-19.

“Todas as ações de ordem técnica e política que poderíamos ter feito nesse grave momento da humanidade e do nosso setor em especial, fizemos, registrando o fundamental apoio do Secretário Lummertz, do Turismo, para fazer chegar e articular nosso pleito junto ao governo do estado. Agora, estamos no aguardo, da posição do Comitê de Saúde do Gabinete da Covid-19, do Palácio do Governo e validação final do governador João Dória, que se reúnem na próxima sexta-feira, 26/6”, afirmou Edson Pinto, que coordenou o grupo. “A nossa retomada consiste em rígidos protocolos higiênico-sanitários que proporcionarão aos consumidores a segurança necessária para voltar a frequentar nossos estabelecimentos e condições de higiene necessárias a colaboradores e empresários. Antes da pandemia, já éramos especialistas em higiene e combate a contaminações. Agora, vamos aprimorar ainda mais nossos protocolos em relação aos clientes”, afirmou Edson.

Além da FHORESP, assinam o documento pelos empresários a ANR – Associação Nacional de Restaurantes, ABRASEL SP – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, SP SAMPAPÃO – Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria de São Paulo, AIPESP – Associação da Indústria da Panificação e Confeitaria do Estado de São Paulo, SIPAN – Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Santo André, AIPAN – Associação dos Industriais de Panificação e Confeitaria do Grande ABC; já pelos trabalhadores, o SINTHORESP – Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares e Restaurantes e o Sindicato dos Padeiros de São Paulo.

 

 

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Atuação de sindicatos evitou demissões em massa na hotelaria, avalia Capih

Com a promulgação da MP 936, a hotelaria ganhou a chance de preservar empregos. Redução de salário e de jornada, bem como suspensão de contratos, foram alternativas abertas ao setor. Antes de sua divulgação, contudo, sindicatos já se movimentavam para evitar demissões em massa, atuando de forma decisiva para afastar essa possibilidade. Mesmo assim, inevitavelmente houve muitos desligamentos. Agora, qual seria retrato do mercado de trabalho sem essas mudanças? Na prática, quais medidas empresas do segmento tomaram.

Estudo fresquinho da Capih (Comissão de Administração de Pessoas da Indústria Hoteleira) ajuda a entender alguns dos caminhos tomados. Realizada entre 29 de abril a 2 de maio, a pesquisa teve participação de 68 empresas de São Paulo e interior, entre hotéis independentes e redes nacionais e internacionais. “Diria que o levantamento reproduz o que foi feito no Sudeste, até porque temos regiões muito distintas no país”, explica Daniel Battistini, reeleito ano passado coordenador da Capih e gerente de Relações do Trabalho da Accor para o Brasil.

Antes de passar os resultados do estudo, é importante entender a cronologia dos fatos. De forma geral, os fechamentos começaram em 18 de março, movimento que ganhou força na semana seguinte. Segundo o estudo, 75% dos hotéis que suspenderam operações o fizeram até 1º de abril. No dia seguinte a MP 936 foi divulgada e, em 13 de abril, o setor começa a efetivar adesão à medida provisória, a esta altura já com base no Segundo Termo Aditivo à Convenção Coletiva de São Paulo.

“Considero muito emblemática a fase entre 13 e 15 de março, quando começam cancelamentos de eventos e de reservas e ocorre queda expressiva na ocupação. Ali bate desespero no setor e pouco se sabia o que fazer com as pessoas”, comenta Battistini. “Nesse hiato de pouco mais de 15 dias até a promulgação da MP 936, é de se destacar a atuação dos sindicatos de São Paulo, que foram ágeis para buscar uma solução. Em 19 de março, por exemplo, já foi firmado o primeiro termo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho”, completa.

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Capih: sindicatos foram decisivos

Segundo Battistini, essa agilidade deu um norte ao empresariado, que percebeu que não precisaria necessariamente partir para demissões em massa. “Tanto é que 75% dos hotéis que suspenderam as operações fizeram isso até 1º de abril, ou seja, sem ter a MP”, observa. “Os sindicatos perceberam rapidamente a gravidade da situação e abriram negociações para preservação de empregos e sobrevivência dos empreendimentos. Com a MP 936, houve uma migração natural para suspensão dos contratos de trabalho das negociações sindicais para a MP”, acrescenta.

De fato, a suspensão de contratos foi o mecanismo utilizado pela maioria dos hotéis e redes respondentes. Segundo o estudo, em um universo de 12.748 trabalhadores existentes em 1º de março, 5.915 colaboradores de São Paulo (ou 46,4% do total) estavam enquadrados nessa medida em 1º de maio. Outros 2.557 (20%) estão com jornada de trabalho reduzida, enquanto 2.327 (18,25%) permanecem com contrato normal. Como citado, demissões eram previsíveis em função da paralisação do setor e perspectiva de baixa demanda na retomada. Sendo assim, 15% da força de trabalho foram desligadas. No infográfico abaixo, é possível ver as áreas mais afetadas por essa decisão.

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Conclusões do estudo

Por fim, diante dos dados coletados, Battistini tira três grandes conclusões do estudo:

  • Se não fossem as medidas implementadas por meio de negociação sindical, o volume de demissões seria, em média, 67% maior. Como a redução no volume de negócios foi agressiva e repentina, sem uma perspectiva quanto ao que fazer com a folha de pagamento, os hotéis provavelmente iniciariam imediatamente os desligamentos.
  • A expectativa de retorno das atividades no setor de hospedagem não contempla uma retomada rápida, o que significa que, se não houver a manutenção das medidas emergenciais, seja por meio do governo ou dos sindicatos, o volume de desligamento poderá ser muito maior, inclusive com o o encerramento das atividades de muitas empresas.
  • A reposição dos postos de trabalho, bem como a manutenção dos postos atuais, dependerá da capacidade de sobrevivência dos empreendimentos do setor, que precisarão de apoio governamental com linhas de crédito, além de outras medidas que permitam a manutenção dos empregos.

Fonte: Hotelier News