Ghost Kitchens são, na tradução literal para o português, cozinhas fantasma. Elas surgiram como unidades pensadas exclusivamente para a produção de pratos de um ou mais restaurantes, além da montagem dos pedidos, embalo e posterior entrega ao consumidor que tenha realizado o pedido via aplicativo ou telefone.

Apesar de ainda serem tratados como novidades, esses espaços crescem há alguns anos e se popularizaram principalmente durante a pandemia. Agora, assim como todos os outros setores do mercado, adaptam-se às novas exigências e necessidades de cada cliente.

Veja mais detalhes sobre o que são Ghost Kitchens e esclareça as dúvidas que tiver no que diz respeito a empreender em um negócio como esse ou participar dele. Confira os prós e os contras e saiba como montar a sua cozinha fantasma!

O que é Ghost Kitchen

Trata-se de uma unidade de produção que funciona somente para atender pedidos feitos via delivery, não apenas de um restaurante, mas dois ou até mais. Ela leva esse nome porque ninguém precisa saber onde fica, certo? Só os colaboradores que trabalham por lá e os motoboys, é claro!

Esse modelo de negócio também pode ser chamado de Dark Kitchen. Podemos considerá-la uma cozinha compartilhada com estruturas individuais nas quais trabalham os colaboradores de cada restaurante envolvido, preparando e embalando os pedidos que serão entregues.

Atualmente, existem Ghost Kitchens com uma dezena de negócios abrigados dentro delas e a tendência é que a quantidade de cozinhas assim, tanto quanto a quantidade de marcas interessadas em participar delas, cresça cada vez mais.

Como a Ghost Kitchen funciona

As estruturas individuais – equipadas com móveis, aparelhos e recursos bastante modernos e tecnológicos – ficam dentro da área comum da cozinha fantasma e são colocadas à disposição para locação pelo responsável por todo o espaço.

O gestor que busca reduzir custos com compra de equipamentos e manutenção de um local fixo pode procurar por um espaço como esse para alugar, seja para migrar seu serviço de delivery, melhorá-lo ou até mesmo começar a executá-lo.

O valor do aluguel varia, por isso, é importante pesquisar antes de firmar contrato. De modo geral, estão incluídos no preço: água, luz, manutenção e limpeza.

Além de investir no aluguel, quem quiser operar em uma cozinha como essa precisa investir também no pagamento de funcionários para trabalhar por lá.

Outra cobrança frequente é a da taxa de entrega, em porcentagem calculada sobre o faturamento. Seja ela paga também ao responsável pela estrutura ou ao aplicativo de delivery que ficará responsável por esse serviço.

Vantagens da Ghost Kitchen

Perto do investimento para abrir ou manter um restaurante, os investimentos com a participação em uma Ghost Kitchen são relativamente baixos, mas essa não é a única vantagem desse modelo de negócio.

São também vantagens de uma cozinha fantasma:

  • menu simplificado;
  • Aumento da capacidade do restaurante para lidar com demandas online;
  • localização estratégica e possibilidade de ampliação;
  • ausência de preocupação com fachada do espaço ou estrutura de salão, por exemplo;
  • aluguel mais barato do que o de pontos comerciais mais chiques e sofisticados;
  • menor chance de falhas e maior qualidade do que é entregue ao cliente;
  • lidar com o cliente fica a cargo de uma única pessoa, nomeada como responsável por administrar o relacionamento via site, telefone ou aplicativo.

As cozinhas desse modelo podem, inclusive, contribuir com o crescimento de um negócio. Se o foco dos colaboradores está na comida e ela será entregue com menos chances de erros e maior qualidade, a imagem que ficará para o cliente será excelente ou próxima disso.

Como montar uma Ghost Kitchen?

Qualquer pessoa que queira montar uma cozinha como essa vai precisar, inicialmente, de um espaço adequado para a instalação da estrutura, cuja localização seja de fácil acesso e capaz de incluir um raio de vendas com o maior número possível de clientes.

Você também vai precisar fazer orçamentos e ponderar a aquisição de móveis, utensílios e equipamentos para disponibilizar e, em seguida, adquiri-los conforme julgar melhor.

Será necessário ainda contratar funcionários que atuarão na área comum, como auxiliares e faxineiros.

É importante que o responsável pela área tenha ideias específicas para delivery e defina quais tipos de comida serão preparados e embalados no espaço. Pense também se vão conviver no mesmo ambiente diferentes culinárias ou se toda a cozinha será voltada para o mesmo tipo de produção.

Outras preocupações estão relacionadas à burocracia. Para uma Ghost Kitchen funcionar adequadamente, ela precisa ser legalizada, bem como as outras cozinhas que funcionarão em seu espaço.

Também diz respeito à burocracia necessária, o desenvolvimento de um contrato com validade legal a ser firmado entre o responsável pelo ambiente e o responsável por cada negócio cuja produção para delivery ficará instalada dentro do local.

Lembre-se ainda de cadastrar a empresa nos aplicativos e encontrar as melhores formas de administrar o delivery, além de trabalhar com marketing e divulgação do serviço como um todo.

Vale a pena participar de uma Ghost Kitchen já existente?

Se você for dono de restaurante e quiser fazer parte da operação de uma cozinha fantasma que pertence a outra pessoa, que será o seu locatário, precisa levar alguns pontos em consideração para medir se vale a pena seguir por esse caminho.

Antes de qualquer coisa:

  1. Calcule o investimento inicial e mensal necessários e avalie sua disponibilidade financeira para manter esse investimento durante o tempo de contrato do aluguel do espaço.
  2. Contrate ou selecione colaboradores que trabalharão exclusivamente com o delivery do seu restaurante.
  3. Defina o menu que será apresentado aos clientes interessados em fazer um pedido com saída da Dark Kitchen.

Descobriu que pode ser uma boa alternativa locar o espaço ou parte dele? Então, acima de tudo, trabalhe para ter um bom relacionamento tanto com os responsáveis pelas outras marcas que estarão trabalhando no mesmo ambiente que você e seus colaboradores quanto com o locatário do espaço.