Guarda Civil Municipal de Osasco flagra local insalubre usado para depósito de comida por vendedores ambulantes

Na última semana, a Guarda Civil Municipal de Osasco localizou imóvel, na Avenida Maria Campos, que servia como depósito clandestino de produtos usados por dogueiros, vendedores de milho e de acarajé.

No local, foram encontrados produtos vencidos e acondicionados de forma irregular e sem condições de higiene. Pacotes de salsicha sem refrigeração e com data de validade vencida; espigas de milho já cozidas também foram encontradas, assim como  repolho e batatas espalhadas pelo chão. Em meio aos alimentos, alguns animais também circulavam. Além disso, o imóvel era utilizado como estacionamento pelos vendedores, que deixavam seus carrinhos após o trabalho. De acordo com o jornal Diário da Região, há suspeita de que eles sejam irregulares, sem o cadastro na prefeitura.

Os produtos foram apreendidos e levados para a Delegacia do Meio Ambiente, que investigará o caso.

O SinHoRes Osasco – Alphaville e Região vem alertando, frequentemente, sobre a importância dos cuidados com uma alimentação segura. “Na hora de se alimentar, é muito importante que o consumidor opte por um bar, restaurante ou similar legalmente estabelecido, pois trará segurança em relação à procedência, armazenamento e manipulação do alimento. Já em ambulantes de rua, o alimento fica exposto por horas sem refrigeração e manipulação adequada, sem contar a falta de higiene, como vimos no caso da Guarda Civil Municipal”, afirmou Edson Pinto, presidente da entidade.

No último ano, o sindicato patronal levou a questão do mapeamento e recadastramento do comércio ambulante de alimentos na cidade ao prefeito de Osasco, Rogério Lins, que, na ocasião, suspendeu a emissão de novas licenças para ambulantes, mas voltou a emiti-las.

O presidente Edson Pinto debateu o assunto também com o secretário de Segurança e Controle Urbano de Osasco, Valdeci Magdanelo, e com o secretário de Indústria, Comércio e Abastecimento de Osasco (SICA), Rafael Verneque Paes, e o secretário-adjunto, Hamilton Sant’Anna. “O controle, a fiscalização e a liberação de novas licenças é responsabilidade das prefeituras que devem zelar pela saúde da população que se alimenta em barraquinhas. A segurança alimentar é uma questão de saúde pública”, afirmou Edson.

“O exemplo de Osasco, em que houve um crescimento geométrico e desordenado do número de vendedores ambulantes de alimentos, será levado ao Conselho Municipal e Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, em que o SinHoRes é membro permanente”, concluiu.