Depósitos usados por dogueiros de Osasco tinham odor de fezes e urina e salsicha vencida

Paredes emboloradas, chão sujo, cheiro de fezes e urina e animais circulando livremente. Esse era o cenário de dois depósitos, utilizados por vendedores de cachorro quente de Osasco, para armazenarem produtos usados na fabricação dos lanches.  Mas as irregularidades não param por aí. Entre pães, salsichas, purê e verduras encontrados no local, incluindo jogados sobre o chão, sobre mesas e fora da geladeira, havia vários com data de validade vencida. Além de dogueiros, o local também era usado por vencedores ambulantes de outros alimentos, como yakissoba, que deixam também seus carrinhos no local durante a noite, pagando um “aluguel”.

Essa prática é comum porque os imóveis ficam próximos de onde eles atuam, também no Centro. Assim, não é preciso, ao final do dia, levar os produtos e os carrinhos de volta para casa. O flagrante foi feito nesta terça-feira, pela Guarda Civil Municipal, após denúncias recebidas pela Central 156. Um dos imóveis fica na rua Arthur de Vasconcelos e o outro, na avenida Maria Campos. Esse segundo já havia sido interditado, em abril deste ano, pelo mesmo motivo. “Foi um flagrante de falta de higiene total”, conta o inspetor Maitana, diretor do Departamento de Controle Urbano, da Secretaria de Segurança de Osasco.

Também foi interditada, durante a operação, uma fábrica de purê e salada, no Jardim Agu. O empreendimento fornecia esses produtos, já prontos, aos dogueiros. “Nesse caso, a autuação aconteceu por problemas de manuseio dos alimentos, também sem qualquer medida de higiene”, explica. Ninguém foi preso. A guarda também acionou a Vigilância Sanitária e fiscais da Secretaria de Indústria, Comércio e Abastecimento, para adoção dos processos administrativos de multa e apreensão.

O SinHoRes Osasco – Alphaville e Região alerta sobre a importância dos cuidados com uma alimentação segura. “É muito importante que o consumidor opte por um bar, restaurante ou similar legalmente estabelecido, pois trará segurança em relação à procedência, armazenamento e manipulação do alimento. Já em ambulantes de rua, o alimento fica exposto por horas sem refrigeração e manipulação adequada, sem contar a falta de higiene”, afirma Edson Pinto, presidente da entidade.

Fonte: Diário da Região